terça-feira, 5 de julho de 2011

Cronologia dos meios de transportes no Rio de Janeiro.

As primeiras vias na região onde hoje está situada a Cidade do Rio de Janeiro foram abertas pelos Tamoios, com objetivos estratégico e de defesa. Eram veredas no interior da floresta e dirigiam-se ao interior em direção à Serra do Mar (Santos, 1934). Os rios e a Baía de Guanabara eram as outras vias naturais utilizadas por eles
Para as viagens de longa distância, neste período, aqueles que desejavam ir às Minas Gerais, São Paulo ou ao interior do país, tinham que realizar, por exemplo, viagens que envolviam animais, barcos e começavam realizando um percurso pela Baía de Guanabara.
Com a chegada da família real portuguesa, por volta de 1808, foram trazidas pela corte os coches, carruagens, seges e cabriolets. Todos veículos para o transporte privado.
Considerando-se os limites urbanos da cidade, bem como as características daquela sociedade colonial portuguesa nos trópicos, pode-se afirmar que somente as "pessoas de posse" ou que possuíam seus próprios meios de transportes, tinham condição e direito de deslocar-se às localidades mais afastadas do centro histórico da cidade ou empreenderem viagens mais longas.
O transporte público só foi introduzido na cidade por volta de 1817, com a adoção das Gôndolas e Diligências, veículos de transporte coletivo puxado à burros e/ou cavalos, muito utilizados por todos que necessitavam deslocar-se dentro do perímetro urbano. Estes veículos operavam o transporte de passageiros entre o centro da cidade e o Palácio da Boa Vista, em São Cristóvão e de Santa Cruz, na Fazenda Real, por concessão.
Destaca-se o papel exercido pelos trens a partir de 1858, com a construção da Estrada de Ferro D. Pedro II, posteriormente denominada E. F. Central do Brasil. Este novo meio de transporte ofereceu, pela primeira vez, uma maneira veloz e confiável, que alcançava longas distâncias e circulava em horários pré estabelecidos e regulares. Inicialmente usado somente para o transporte de cargas - para escoar a produção de café do Vale do Paraíba em direção ao Porto do Rio de Janeiro - e para o transporte de passageiros de longa distância.
Outras ferrovias seguiram-se a esta primeira, tais como a The Leopoldina Railway Company (depois E. F. Leopoldina), E. F. Rio D'Ouro (hoje Linha 2 do Metrô), E. F. Melhoramentos do Brasil (depois Linha Auxiliar da Central do Brasil). Todas foram unificadas na Rede Ferroviária Federal S.A. (1957).
O trem favoreceu o surgimento dos bairros mais afastados do centro, na periferia, no que posteriormente veio a ser conhecido como os subúrbios ferroviários da Central do Brasil. Contribuiu muito, também, para o desenvolvimento dos municípios da Baixada Fluminense e da periferia distante do centro da Cidade do Rio de Janeiro (Abreu, 1987).
O bonde, inicialmente em tração animal e posteriormente eletrificado, foi o meio de transporte que, juntamente com os ônibus, também em tração animal, favoreceu o crescimento e desenvolvimento da cidade. O trem chegava até as estações, mas era o bonde que circulava no interior do bairro.


Primeiros ônibus da cidade do Rio de Janeiro.

Os bondes foram substituídos na década de 1960 pelos ônibus elétricos, denominados de "troleibus" ou "chifrudos" - por causa da forma de captação de energia elétrica da rede aérea - pela população carioca. Após breve período operado pela CTC, foi extinto e substituído pelos ônibus à diesel da mesma companhia estadual.
O uso das barcas como meio de transporte e passageiros pela existência de uma via natural, a Baía de Guanabara e a costa oceânica. Ao longo dos anos transportou cargas, veículos e passageiros, e foi reconhecido como um meio eficiente na ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói.
Outras ligações, não só para a área central de Niterói, podem ser melhor exploradas, com impactos favoráveis no sistema de transporte, como um todo, e para o meio ambiente. Afinal todas as localidades, das cidades e/ou bairros, situadas às margens da baía ou na costa do estado são potencialmente habilitadas a serem servidas por barcas.

domingo, 3 de julho de 2011

"Nasceu quase de improviso. Em um mês derrubaram centenas de paredes, trabalho em que se empregou desde a dinamite até a junta de bois. E houve um bloco de casarões que foi arrasado pelo incêndio proposital. A abertura da avenida não foi uma obra friamente projetada e executada. Antes parecia uma obra de paixão."
E como foi por ela que começou a transformação urbanista do Rio, ela ficou como símbolo daquela transformação. (Manuel Bandeira, Crônicas inéditas I, Editora CosacNaify, pp. 177-8)


No dia 15 de novembro de 1905, a Gazeta de Notícias informava:

"Hoje deve ser entregue ao trânsito público a primeira Avenida construida no rio de Janeiro, que recebeu o nome de Central [atual Av. Rio Branco]. Como é igualmente sabido, esta grande artéria será oficialmente inaugurada hoje pelo Sr. presidente da República, que cortará as fitas que a fecham. Quase todos os prédios concluídos terão as suas fachadas ornamentadas com bandeiras e galhardetes."

sábado, 2 de julho de 2011

Pesquisa de fôlego :

O livro Geografia Histórica do Rio de Janeiro é fruto do trabalho de pesquisa de mais de 15   anos de Maurício de Almeida Abreu,geógrafo professor do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências(Igeo)da UFRJ.A pesquisa sobre os séculos XVI e XVII emergiu de uma angústia do pesquisador ao estudar o século XIX e perceber que havia uma enorme lacuna na historiografia que diz respeito à urbanização da cidade do Rio de Janeiro do século XVI e XVII. A obra é um dos trabalhos mais completos que existem no que diz respeito à evolução urbana do Rio de Janeiro, e é vista como um clássico tanto para pesquisadores em Geografia quanto em História, em função da qualidade da pesquisa e do método-teórico aplicado.
O tipo de pesquisa realizada pelo docente talvez possa ser extinta no campo acadêmico em função do tipo de produção requisitada aos pesquisadores pelas agências de fomento, que acabam, estes, não tendo tempo para dedicar tantos anos a uma pesquisa específica.
Em linguagem clara, sem o pesado jargão acadêmico, Geografia Histórica do Rio de Janeiro é pesquisa de fôlego, inédita, geográfica e historicamente falando. Retrata com fidelidade os espaços carioca e fluminense ao longo de 200 anos, com todas as suas nuanças e dimensões da dinâmica de construção geo-histórica. O rigoroso trabalho delevantamento histórico tem duração de 15 anos e foi realizado em diferentes instituições brasileiras, portuguesas, francesas e do Vaticano. O trabalho resultou numa série de descobertas empíricas que, certamente, será marco na pesquisa nesta temática.
Em abril passado, Maurício Abreu recebeu a medalha Pedro Ernesto, comenda concedida pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, que é a principal condecoração municipal concedida à personalidade de destaque no meio social.
A reportagem do Jornal da UFRJ fez contato com o professor para entrevistá-lo acerca de sua obra, mas constatou sua impossibilidade de fazê-lo, uma vez que ele se encontra doente.
De qualquer maneira, a matéria, que pode ser entendida como um desejo de pronto-restabelecimento, se faz presente.

Texto - ZUKIN; Sharon. Paisagens urbanas pós-modernas: mapeando cultura e poder

Um dos trabalhos centrais é o da socióloga Sharon Zukin, do Brooklin College e da City University of New York, que comparece com dois textos na coletânea. Em "Paisagens urbanas pós modernas: mapeando cultura e poder", Zukin descreve, a partir de uma distinção entre "paisagem" e "vernacular", dois processos de relações entre cultura e poder observáveis no cenário urbano pós-moderno. No que ela classifica de "antigas cidades modernas", como Nova York, Chicago, Londres ou Paris, um desses processos é denominado "enobrecimento" (gentrification) e se caracteriza pela substituição, nos velhos centros decadentes, dos antigos moradores (e seu estilo vernacular) por novos personagens e atividades culturalmente valorizadas. Já em cidades como Los Angeles, Miami, Houston ("novas cidades modernas") o processo de valorização é resultado de outro padrão, como a construção de vastos complexos de consumo explorando a fantasia e o sonho, no estilo Disneyworld.

"Paisagens urbanas pós-modernas: mapeando cultura e poder", Zukin descreve, a partir de uma distinção entre "paisagem" e "vernacular", dois processos de relações entre cultura e poder observáveis no cenário urbano pós-moderno. No que ela classifica de "antigas cidades modernas", como Nova York, Chicago, Londres ou Paris, um desses processos é denominado "enobrecimento" (gentrification) e se caracteriza pela substituição, nos velhos centros decadentes, dos antigos moradores (e seu estilo vernacular) por novos personagens e atividades culturalmente valorizadas. Já em cidades como Los Angeles, Miami, Houston ("novas cidades modernas") o processo de valorização é resultado de outro padrão, como a construção de vastos complexos de consumo explorando a fantasia e o sonho, no estilo Disneyworld.

O texto refere-se à Paisagem urbana pós-moderna, (ressalta-se a imprecisão do termo, devido a dificuldade de como delimitar esse novo estágio relacionado ao conceito de liminaridade proposto pela própria autora que será discutido adiante, no entanto o mesmo reúne e avalia as conjunturas de mudanças espaciais, culturais e sociais).
”. [...] a pós-modernidade ocorre como um processo social de dissolução e rediferenciação e como uma metáfora cultural dessa experiência. Consequentemente, o processo social de construção de uma paisagem pós-moderna depende da fragmentação econômica das antigas solidariedades urbanas e de uma reintegração que é fortemente matizada pelas novas formas de apropriação cultural (p. 81).

A autora apresenta algumas características dessas mudanças espaciais:
· Consumo visual de espaço e tempo;
· Dissolução das identidades espaciais;
· Fragmentação econômica das antigas solidariedades urbanas;
· Reintegração fortemente matizada das novas formas de apropriação cultural;

Para Sharon Zukin existe uma inversão de paradigmas da narrativa pós-moderna. A razão da sociedade moderna se concretiza na forma como a sociedade se organiza. Nas cidades pós-modernas há uma alteração de uma ordenação, a imagem nem sempre corresponde, reflete a realidade da sociedade. Podemos analisar um desses exemplos na própria cidade do Rio de Janeiro, como edifício inteligente Rio Branco I, em contraposição a arquitetura moderna da cidade.

[...] Os sítios específicos da cidade moderna são transformados em espaços liminares pós-modernos, que tanto falseiam como fazem a mediação entre natureza e artefato, uso público e valor privado, mercado global e lugar específico. Liminaridade [...] um novo significado social e cultural de “espaços transicional”. [...] um espaço liminar situa o usuário “a meio caminho” entre instituições. O comportamento aprendido é sempre posto em questão quando a liminaridade cruza lugares lucrativos como não lucrativos, casa com espaços de trabalho, bairro (residencial) com centro (comercial) (p.82).
A liminaridade dificulta o esforço de construção de uma identidade espacial. As mesmas características que tornam os espaços liminares tão atraentes, tão competitivos em uma economia de mercado, representam também o desgaste da diferenciação local. As fontes dessa erosão encontram-se em três amplos processos de mudança que atravessam o século XX: a crescente globalização do investimento e da produção, a abstração contínua do valor cultural em relação ao trabalho material e a mudança do significado social – que era extraído da produção e hoje deriva do consumo (p. 82).
[...] uma paisagem urbana pós-moderna não apenas mapeia cultura e poder: mapeia também a oposição entre mercado – as forças econômicas que desvinculam as pessoas de instituições sócias estabelecidas – e lugar – as formas espaciais que as ancoram no mundo social, proporcionando a base para uma identidade estável (p.83).

A paisagem como apropriação cultural
Paisagem é o conceito-chave para compreendermos a transformação espacial (p.83).
[...] a paisagem é claramente uma ordem espacial imposta ao ambiente – construído ou natural. Portanto, ela é sempre socialmente construída: é edificada em torno de instituições sociais dominantes (a igreja, o latifúndio, a fábrica, a franquia corporativa) e ordenada pelo poder dessas instituições (p.84).
[...] a paisagem dá forma material a uma assimetria entre o poder econômico e o cultural. [...] o termo “paisagem” diz respeito à chancela especial de instituições dominantes na topografia natural e no terreno social, bem como a todo o conjunto do ambiente construído, gerenciado ou reformulado de algum modo. No primeiro sentido, a paisagem dos poderosos se opõe claramente à chancela dos sem poder – ou seja, à construção social que escolhemos chamar de vernacular –, ao passo que a segunda acepção de “paisagem” combina esses impulsos antitéticos em uma visão única e coerente no conjunto (p.84).
A pós-modernidade diz respeito à recente inversão das identidades socioespaciais entre paisagem e vernacular que tais mudanças implicam. Com o enobrecimento e as novas construções nos velhos centros das cidades, o que restou da residência unifamiliar particularmente arruinada, vernacular, é revisto como paisagem e investido de poder cultural (p.87).
Enobrecimento
Mesmo nos estágios preliminares do enobrecimento, a apropriação cultural é um processo que se dá em duas etapas. Primeiramente, um grupo social não relacionado de modo nativo à paisagem ou ao vernacular assume uma perspectiva de ambos. Em segundo lugar, a imposição de sua visão – convertendo o vernacular em paisagem – conduz a um processo material de apropriação espacial (p.89).
Nesse ponto, a apropriação cultural chega a um dilema. De um lado, a aura do conjunto será arruinada pelo contínuo desenvestimento econômico. Mas, de outro, ela será inundada por um influxo de capital, com o conseqüente risco de novas construções a seu redor. A substituição da população dos distritos centrais de classe baixa por “nobre” é, hoje, algo bem conhecido, ainda que os recém-chegados possam eventualmente desenvolver – dentro de limites culturais – uma variedade de estilos empobrecidos ou chiques (p.89).
Paisagem de sonho
O paradigma de James, de uma civilização de hotel, e a descrição de Banham, de uma arquitetura de fantasia, sugerem três elementos de uma paisagem pós-moderna extra-urbana: é um cenário, uma fantasia particular compartilhada e um espaço liminar que faz a mediação entre natureza e artifícios, mercado e lugar (p.91).
Esses três elementos ganham plena liberdade de ação na paisagem do Disney World, Como paisagem da pós-modernidade, ele incorpora um cenário ao mundo “real” do turista, ao mesmo tempo em que afasta esse cenário dos assuntos diários de trabalho, casa, família, trânsito engarrafado e orçamentos domésticos. Além disso, o Disney World desenvolve-se com base na comercialização da fantasia privada compartilhada (que tem origem em contos de fada, sonhos de aventura e fronteira e produtos do Estúdio Disney), e se expande por uma mediação contínua dessa fantasia através de novas aventuras, parques temáticos e produtos em rotação (p.91).
[...] o Disney World foi construído para consumo visual. Ele oferece um panorama e uma colagem da pós-modernidade. A variedade de conjuntos ou parques temáticos permite uma visão simultânea de paisagens reais e fictícias, algumas das quais são imaginativas recriações históricas e outras, puramente imaginárias (p.92).
Disney World apresenta o consumo seletivo do tempo como entretenimento. Ele abstrai uma imagem do desejo e do prazer infantis a partir do vernacular, e a projeta mediante a paisagem de um parque de diversões. A abstração do desejo torna-se o “recheio”, a isca comercial que os donos dos parques de diversões embutem em suas atrações (p.92).
David Harvey enfatiza o processo de acumulação flexível. Defende a ideia de que a arquitetura e o projeto urbano cria condições para um “mundo de ilusões”, a criação de espaços íntimos e grandes espetáculos. A forma como a cidade é apresentada muitas vezes se ressalta seu processo histórico na construção de grandes monumentos e a sua utilização de forma mercantilizada.

Referência:
ZUKIN, Sharon. Paisagens urbanas pós-modernas: mapeando cultura e poder. In Arantes, Antônio Augusto (org). O espaço da diferença. Campinas, Papirus, 2000.pp 80-103.

Documentário "Zona Crítica" - Mundo "Urbano" e "Rural"



O vídeo foi elaborado por Nina Fideles, João Campos e W.Jesus, a partir do curso de Teorias Sociais e produção do Conhecimento realizado em parceria entre a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para realizar este trabalho, que teve como objeto o mundo urbano, os autores do filme optaram por levantar questões entre o grupo e testar maneiras de socializar-las, num processo de reflexão sobre a forma de produção e socializão do conhecimento que são imposto pelas instituições acadêmicas. Os integrantes participaram igualmente do processo, sem que fosse necessária a coordenação geral de um dos participantes ou a divisão entre quem pensa e quem faz.
O resultado final, segundo os autores, oferece uma plataforma para iniciar de fato os estudos. Alçar voos mais altos em termos de pesquisa e objeto é a meta. Mas sempre buscando permanentemente formas diversificadas para socialização de debates e construção coletiva de conhecimento.

Filme: Zona do Crime - "La Zona"


Um documentário que retrata a vida numa grande metrópole e as desigualdades sociais: Riqueza e pobreza convivem lado a lado na imensidão da cidade do México, onde luxuosas comunidades privadas com a sua própria força de segurança, estão rodeadas de bairros de lata. No seguimento de uma tempestade um enorme cartaz desprende-se e cria uma brecha nas barreiras de uma comunidade fechada por onde entram três jovens adolescentes que aproveitam a oportunidade para roubar. No entanto eles são confrontados por uma residente que acabam por matar, porém uma criada dá o alarme e os vizinhos reagem rapidamente matando dois dos assaltantes e ferindo acidentalmente um dos seguranças. O terceiro rapaz consegue escapar-se para o interior da comunidade que o começa a procurar tenazmente, porém quando a polícia chega lhes dizem que não aconteceu nada.
 
O diretor Rodrigo Plá nos faz refletir sobre um retrato complexo e intenso sobre a realidade da vida numa grande metróple denunciando os horrores do vigilantismo ao mesmo tempo que explora temas como a vida de privilégio, responsabilidade social e psicologia de grupo que na sua expressão mais negra pode levar ao crime. Uma magnífica primeira obra de um dos mais promissores realizadores mexicanos.


Rodrigo Plá para nos servir um filme realista e onde nos tenta forçar a olhar para nós e para a maneira como vemos os outros.
La Zona é um filme que aborda temas de fundo como o preconceito e a intransigência. Aqui, nem há bons nem maus, apenas pessoas comuns, umas a viver do lado “bom” de um muro, outros a sobreviver do lado “mau” desse muro. O argumento, linear mas interessantemente tratado, mostra um mundo dividido entre pobres e “normais”, um mundo onde os segundos vivem separados dos primeiros por muros; um assalto e assassínio leva ao “reunir de tropas” dos que vivem na “zona” em busca de uma vingança em vez de justiça. Sem fantasias, este filme põe-nos frente a frente com o melhor e o pior que pode haver numa sociedade moderna onde a justiça do “olho por olho” vai, aqui e acolá, reaparecendo.  Um bom filme que provoca reflexões sociais.

Roterios Geográficos do Rio


Roteiros Geográficos do Rio é um projeto de extensão do Núcleo de Estudos Sobre Geografia Humanística, Artes e Cidade do Rio de Janeiro – NeghaRIO – do Instituto de Geografia – IGEOG – da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Coordenado pelo professor Dr. João Baptista Ferreira de Mello, conta com o auxílio de sua equipe de bolsistas.

Coordenador do Projeto:
Professor Dr. João Baptista Ferreira de Mello

O projeto “Roteiros” promove caminhadas gratuitas na Área Central do Rio de Janeiro de dia e à noite, e em outros pontos da urbe carioca, tais como os bairros Glória, Catete e Flamengo, bem como Copacabana, a “princesinha do mar”, e o bairro planejado Vila Aliança, situado na Zona Oeste da cidade, sendo este o único necessitando de um esquema de vans, ainda que no referido bairro proletário o roteiro seja feito a pé.

Catedral Plebisteriana

Roteiro: Iluminados prédios da Catedral Evangélica do Rio de Janeiro e Real Gabinete Português de Leitura – Centro Cultural Carioca – Igreja Nossa Senhora da Lampadosa – Av. Passos – Território da “daspu” – Praça Tiradentes dos teatros seculares e dos modernos hotéis – Rua da Constituição – Gomes Freire dos hotéis de alta rotatividade – Lavradio dos antiquários e casas de shows de iluminação mutante – Quarteirão Cultural e do Rio Scenarium – Esplanada de Santo Antonio – Largo Braguinha – Mem de Sá dos sobrados exuberantes, samba de raiz, marchinhas, mambo, funk, rock, travestis e mitológica malandragem – Seculares e simbólicos Arcos da Lapa – Rua Joaquim Silva – Escadaria Selaron – Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa – Sala Cecília Meireles
Duração: 2h30min

Real Gabinete Português de Leitura – Centro

Os eventos descortinam a geografia, a história, a arquitetura, a religiosidade, as artes e a cultura, afora o cotidiano da cidade Maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro revelando seus meandros, gênese, expansão, simbologias e metamorfoses.

Tal iniciativa se insere no conjunto de medidas com vistas à promoção da auto-estima de sua gente em relação ao seu próprio universo vivido, convidando, igualmente, para essa ciranda empática, turistas brasileiros e estrangeiros.

O projeto procura resgatar o espaço urbano carioca, traduzindo, dessa forma, a cidade como um livro aberto a ser explicado, ampliando, assim, os domínios do conhecimento dos participantes sobre a própria geografia na qual criam, atuam e vivem.